Autoestima é algo que sentimos em relação a nós mesmos e autoaceitação é o que fazemos em relação a nossas habilidades, fraquezas, fantasias, desejos e etc. Em outras palavras, autoaceitar-se significa conviver com tudo que existe dentro de nós, não só o que consideramos bom, mas também o negativo, a sombra.

Uma rápida análise em nossa vida pode nos mostrar o quanto aceitamos a nós mesmos e a partir dos resultados é possível traçar um plano de ação para modificarmos alguns comportamentos que estão sob nosso controle e incrementarmos o bem-estar. Desta forma, consequentemente desfrutaremos com mais satisfação e alegria os dias futuros.

Freud asseverou que a personalidade é composta por três sistemas (id, ego e superego) e dentro dessa concepção os instintos geram os desejos que por sua vez criam  necessidades que cada indivíduo precisa administrar para viver em sociedade.

Para Jung em sua concepção da personalidade, o arquétipo da sombra é responsável por nossos instintos mais primitivos e pelos pensamentos e atitudes desagradáveis que tentamos esconder da sociedade que os condena. No entanto, para nos tornarmos plenos é necessário reconhecer a existência da sombra dentro de nós mesmos e aceitando nossa realidade íntima aprendemos a conviver e modificar aquilo que nos desagrada.

Dessa forma, intimamente todos os seres humanos travam uma luta entre o que devem ou não fazer, entre o certo e o errado. No entanto, é indispensável que cada um compreenda definitivamente que lutar contra si mesmo é criar sofrimentos que poderiam ser evitados através da autoaceitação.

Em outras palavras, devemos incondicionalmente aceitar o que somos, nossa realidade íntima e reconhecer nossas qualidades e defeitos e saber que o crescimento pessoal é um processo onde aos poucos deixamos para trás aquilo que nos insatisfaz ao criarmos novas possibilidades.

Temos que abrir a mente e identificar sem negação, pensamentos, sentimentos, desejos e ações que fazem parte de nosso cotidiano e aceitar todas as partes de nossa personalidade, reconhecendo que todas elas foram úteis em algum momento de nossas vidas.

Autoaceitação é literalmente estar ao seu lado. Ao aceitar nossos sentimentos negativos damos o primeiro passo para trabalharmos nosso íntimo, uma vez que passamos a reconhecer sua existência e só podemos modificar aquilo que consideramos real.

Autoaceitação é cultivar simpatia por si mesmo, é enxergar o próprio crescimento e perceber que dentro de suas possibilidades e contexto hoje somos  melhores do que éramos  5 ou 10 anos atrás.

Portanto, ao olhar para dentro de si mesmo, seja gentil, trate-se com delicadeza e carinho, mesmo não concordando com alguns aspectos de sua vida, saiba que você tem grandes possibilidades. Dê o primeiro passo, faça uma lista de virtudes e comportamentos positivos que já vivencia de forma automática e descubra pontos positivos em sua vida. Celebre suas conquistas.

Pense nisso.

Pense agora.

Wagner Costa

Psicologo CRP/RR 20/04079 graduado pela Faculdade Cathedral (2011). Pós-graduação (Lato Sensu) em Pedagogia Hospitalar pela Universidade Gama Filho (2011) e Mestrado em Ciências da Saúde pela Universidade Cruzeiro do Sul (2015). Atualmente é professor da Faculdade Cathedral de Ensino Superior no curso de Psicologia, atuando também como membro do Colegiado do curso de Psicologia e representante dos docentes no Conselho Superior da Instituição. Psicanalista Clínico pela Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil. Possui formação em Programação Neurolinguistica pela Sociedade Brasilleira de Programação Neurolinguistica e atua na área de treinamento e palestras motivacionais.

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