Os surtos de emoções destrutivas descrevem uma situação onde uma pessoa, nos momentos de raiva, não consegue conter seu comportamento e acaba perdendo o controle: xinga, berra, ameaça, destrói coisas e ataca pessoas. São instantes seguidos de excitação, alto nível de tensão, palpitações, aperto no peito, ideias raivosas e outras aflições que os levam a fortes impulsos de agir agressivamente.
As pessoas que sofrem com essas explosões emocionais se envolvem em brigas de trânsito e até na destruição do patrimônio público. Geralmente esse descontrole costuma durar não mais de 15 minutos. Porém, muitas emoções ruins incidem no cérebro e no corpo do agressor, onde um gatilho emocional, dispara lembranças psíquicas e físicas dolorosas.
Essas pessoas têm baixa tolerância à frustração e dificuldades para administrar sentimentos de hostilidade; são instáveis afetivamente, pois não sabem controlar suas emoções. O sentimento de culpa e vergonha surge após os surtos de agressividade, que podem estar relacionados a litígios familiares, uso de álcool e drogas, problemas conjugais, etc.
A lição para este tipo psicológico é que toda a carga hostil que ficou reprimida durante anos acabou se voltando contra si próprio, lesando sua paz de espírito e sua saúde psíquica. O drama do agressivo é não perceber que é usado por pessoas que também são incapazes de lidar com sua raiva, pois jamais teriam coragem de se expor.
Alfred Adler, criador da psicologia social, chamava isso de complexo de inferioridade: emoções depreciativas que a pessoa tem contra si mesma, sofrendo de uma crença internalizada de que ela não tem nenhum valor para sociedade. Além disso, o que contribui para a autodepreciação é o nosso sistema social – que descarrega as emoções negativas, tais como cobiça, ódio, avareza e inveja para o consumismo. O que restar de pior joga-se na internet e no confronto do espaço público ou privado.
A agressividade é inata ao ser humano e representa uma forma de proteção em relação a ameaças externas. No entanto, a agressividade excessiva e fora de contexto torna-se patológica, podendo gerar graves estragos. Hoje as pessoas que padecem com esses impulsos podem encontrar apoio na igreja, escola, família, serviços públicos e terapêuticos para deixarem de causar agonia a si mesmas e medo aos outros.
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