O cérebro das mulheres é mais ativo que o dos homens em várias regiões, segundo estudo publicado no Journal of Alzheimer’s Disease. Nas mulheres, foi registrada maior atividade no córtex pré-frontal (envolvido no foco e controle de impulsos) e nas áreas límbicas do cérebro (que influenciam humor e ansiedade). Por outro lado, o cérebro dos homens se mostrou mais ativo nos centros responsáveis pela visão e coordenação.
Liderado pela rede americana Amen Clinics, trata-se do maior estudo funcional de imagens cerebrais já realizado, segundo foi divulgado no jornal. Os pesquisadores compararam 46 mil exames de tomografia realizados por nove clínicas para notar as diferenças manifestadas nos cérebros de mulheres e os dos homens.
No total, o estudo analisou tomografias de 119 voluntários considerados saudáveis e 26.683 pacientes com algum distúrbio, como trauma cerebral, bipolaridade, distúrbios de humor ou esquizofrenia.
O estudo também analisou como o cérebro se comportava durante a realização de determinadas tarefas. Os pesquisadores descobriram que as mulheres têm um fluxo sanguíneo maior no córtex pré-frontal – o que pode ajudar a explicar por que as mulheres tendem a exibir maior atividade nas áreas de empatia, intuição, colaboração, autocontrole e preocupação. Também foi encontrado aumento de fluxo sanguíneo nas áreas límbicas do cérebro das mulheres – o que pode ajudar a explicar, ao menos de forma superficial, por que as mulheres são mais vulneráveis à ansiedade, depressão, insônia e distúrbios alimentares.
Entender as diferenças é importante, segundo os pesquisadores, porque traz maiores esclarecimentos sobre como distúrbios cerebrais se manifestam dependendo do gênero. Mulheres, por exemplo, têm maior tendência de serem diagnosticadas com Alzheimer, depressão e ansiedade – enquanto nos homens é mais comum déficit de atenção, hiperatividade e distúrbios relacionados à conduta. No entanto, vale pontuar que, independente do gênero, o cérebro humano é de difícil compreensão e altamente instável.
Imagem de capa: Shutterstock/Max4e Photo
TEXTO ORIGINAL DE REVISTA ÉPOCA
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