A constituição do indivíduo, suas relações interpessoais e seu adoecer estão intimamente ligados ao universo cultural onde este se desenvolveu e socializou-se, propiciando que este sujeito traga consigo símbolos, atitudes, modos de sentir de sofrer e formas de organizar a subjetividade.
Neste contexto, a compreensão do ser humano deve levar em consideração duas dimensões básicas: a sua constituição e funcionamento biológico (natureza) e nas experiências interpessoais, sua história e contexto pessoal onde vive e foi formado (cultura).
“… pelo uso das nossas próprias mãos criamos dentro do reino da natureza uma segunda natureza para nós mesmos” Cícero (106-43 a.C ).
O instrumento pelo qual o homem interpreta a natureza biológica (doenças físicas, neuronais) é feito à luz do contexto cultural (a segunda natureza).
A relação entre transtornos mentais e a cultura a muitas décadas tem despertado o interesse dos pesquisadores, “síndromes culturalmente relacionadas” tem sido descritas, próprias apenas a alguns grupos culturais, que resultariam de repertórios e comportamentos específicos para lidar com o sofrimento (Leff, 1988).
Entre as variáveis sócio culturais mais estudadas no intuito de identificar a influência que exercem sobre a frequência, a constituição e as formas dos diversos transtornos mentais estão: migração e urbanização recente, pobreza, filiação religiosa e religiosidade, violência e criminalidade.
Os transtornos mentais “clássicos” como depressão, esquizofrenia, fobias, etc, variam de contexto cultural, estas comparações tem sido feitas pelos pesquisadores principalmente entre dois polos básicos: o da sociedade industrializada e o das sociedades rurais ou semi-rurais.
O contexto sócio cultural brasileiro também oferece formas particulares de organização do sofrimento mental, observado em diversos grupos culturais da realidade brasileira.
Fonte de pesquisa: Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais – Paulo Dalgalarrondo
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